Propaganda política
sexta-feira, agosto 14, 2009 | Author:
Eu me lembro muito bem, lá pelo final dos anos 70, quando eu já me dava por gente, da propaganda política.

Era somente um cartaz (acho que era um cartaz mesmo) com a cara do candidato, enquanto um locutor ia lendo a sua biografia, uma coisa patética que nos obrigava a desligar a televisão imediatamente.

O tempo foi passando, os candidatos começaram a falar e se movimentar na tela.

Lembro-me muito bem da campanha de Tasso Jereissati, na época, contra Adauto Bezerra para governador do Ceará, onde ele mal aparecia, o programa era quase que exclusivamente, apresentado por um apresentador tarimbado que não me lembro o nome – mas ele não deve ser boa pessoa, já que também fez o mesmo por Fernando Collor.

Hoje em dia as campanhas na TV são verdadeiros video-clips dos candidatos, onde eles, acho, mal opinam, servem mais como atores do que como candidatos mostrando SUAS propostas. Isso também é algo patético.

Claro, nem todos são bons atores, e isso é visto às claras na TV.

Fico imaginando todo aquele stress por trás daquele sorriso na TV, dezenas de pessoas correndo de um lado pro outro, outras dezenas pedindo silêncio, corta aqui, corta ali, vamos refazer, cuidado com a luz, com o som, olha o continuísmo, etc., afinal, o que vemos é um verdadeiro filme, uma verdadeira novela, super ensaiada e bem produzida.

Outra coisa que também está ficando patética são os debates na TV, onde durante os intervalos dezenas de secretários ficam passando e colhendo informações dos candidatos.

Fico imaginando se daqui a alguns anos os candidatos nem precisarão ir aos debates, sendo representados pelos seus advogados.

Fico imaginando também a que ponto chegamos, procuro entender todo o caminho histórico percorrido desde as primeiras eleições do mundo, onde não havia propaganda política, onde apenas a figura do candidato era importante, seu currículo e mais nada.

Em breve, também, quem sabe, durante a propaganda política também não se abra um espaço para merchandising de remédios para emagrecer, parar de fumar ou até para viciados em TV – eles merecem.

por Michel Macêdo

O Senado
sábado, julho 04, 2009 | Author:
O velho Sarney está sendo execrado pela imprensa por um mar de corrupção que assola o Senado Federal, vindo à tona nos últimos meses. Emergindo há pouco tempo fica claro que os desmandos não são de hoje. Mas por que será que só agora os principais meios de comunicações nacionais resolveram dar vida a essa avalanche de pedras que permaneciam de certa forma intacta há tanto tempo, salvo uma ou outra denuncia de vida curta?

O presidente do Senado é o principal alvo das acusações que mancham essa instituição que, a meu ver, de nada serve ao país [a Câmara dos Deputados já bastaria] o Senado Federal - bem definiu um amigo - mais parece um cemitério de ex-governadores. No entanto, a figura oriunda do PDS (Arena), partido da ditadura, José Sarney, já é bem conhecida de tantos carnavais brasileiros e particularmente maranhenses e não é necessário nem passar pente fino para descobrir poucos bons representantes do povo naquela Casa.

O mau hábito de ficar de orelha em pé quando percebo PSDB e DEM e Folha de São Paulo - resumindo - juntos numa empreitada, por mais que verdadeiras as denuncias envolvendo Sarney, isso me cheira muito mal. O Jornal Folha de São Paulo preserva de críticas o governador de São Paulo, José Serra, virtual candidato a presidência em 2010; não encontra mérito algum no Governo Federal na condução da Política Econômica, preferindo acender velinhas para os 15 anos do Plano Real; serviu à ditadura militar no Brasil e, portanto, nas entrelinhas de sua moral e ética do momento, vislumbra-se outros interesses.

Os fatos sucedem-se. As denúncias vão continuar dirigidas ao mesmo alvo e se o velho Sarney não resistir - e olha que vem resistindo há tempos em que nem usava bigode - quem vai assumir a presidência do Senado é o senador Marconi Perillo do PSDB, ex governador de Goiás e principal denunciante do suposto esquema do mensalão, envolvendo PT e governo. Convenhamos que a 17 meses de uma eleição presidencial, comandar essa Casa é tudo que o PSDB anseia... Hum! Tô começando a entender...

por Cory Matos

Popularidade
sexta-feira, junho 26, 2009 | Author:
O presidente Lula ostenta uma das mais altas popularidades de um chefe de estado no mundo. E, considerando que está no seu segundo mandato, portanto, mais do que esperanças de um modo de governar privilegiando as classes que ao longo do tempo estiveram em segundo plano, o povo, em sua maioria, reconhece as melhorias nos indicadores sociais que avançaram em seu governo.

Embora o mundo esteja atravessando uma grave crise econômica, típica do capitalismo globalizado, o Brasil tem sofrido menos seus efeitos por estar hoje com uma economia mais sólida e, principalmente, um sistema financeiro confiável, com bancos estatais fomentando o crédito, não obstante os bancos privados teimarem em reduzir a oferta com receio da inadimplência que possa surgir, caso o país mergulhe a fundo na crise internacional.


A mídia golpista do nosso país (Veja, Folha de São Paulo, Globo...) estão constantemente masturbando o tema “crise econômica”, transmitindo aos seus leitores ou telespectadores noticiários onde o alarmismo supera a informação, num claro anseio de influenciar a opinião popular para que o índice positivo de avaliação do governo federal seja negativamente influenciado e possa beneficiar o candidato da elite a presidência em 2010.


A verdade é que a popularidade do presidente caiu em parte fruto da estratégia anteriormente citada, dando um claro sinal que o presidente necessita de contratacar com informações claras sobre a atuação do governo frente à crise e, principalmente, denunciar a mídia em todas as atuações que visam distorcer informações apresentando apenas uma parte da verdade de acordo com seus interesses.

por Cory Matos
Direito de resposta
quinta-feira, junho 25, 2009 | Author:
Bem, já que estou de férias vou usar um pouco do meu tempo para responder o texto abaixo que tem circulado na internet. Respondo, sobretudo, por ser fantasiosa e utilizar-se do mais falho mecanismo de influência, a mentira! Mas que há muito habita o PIG – Partido da Imprensa Golpista, setor da mídia brasileira que defende e veicula informações manipuladas a fim de privilegiar grupos políticos específicos.

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Isto é uma vergonha! E não desespero dos "anti-petistas"...

O zelador de um prédio em Natal/RN, pediu à administração do condomínio onde trabalhava que o demitissem.
Contou o motivo: tem dois cunhados desempregados,lá mesmo em Natal, e que, por conta da Bolsa Escola, Cartão Cidadão, Cartão Alimentação, Vale Gás, Transporte Gratuito, Vale-Refeição (acreditem - Vale-refeição) e demais
benefícios do nosso governo, dadas a título de esmola, vivem melhor que ele.

Aí paramos e fomos fazer umas continhas:

1. Bolsa escola - R$ 175 para cada filho que freqüente as aulas (suponhamos que sejam apenas dois) = R$ 350,00 (em dinheiro);

2. Cartão cidadão (cujo intuito é restituir a cidadania) = R$ 350,00 (em Dinheiro);

3. Vale gás (um por mês) = R$ 70,00;

4. Transporte (calculamos 4 passagens diárias, que é uma boa média) R$8,00/dia x 20 dias = R$ 160,00;

5. Vale refeição (um por dia) R$ 3,50/dia x 30 dias x 4 pessoas (ele a Esposa e os dois filhos) = R$ 420,00;
Total em dinheiro - R$ 700,00
Total em serviços - R$ 650,00
Total mensal - R$ 1.350,00

OBS.1 : O salário do zelador acrescido de horas extras e tudo mais girava em torno de R$ 830,00/mês.

OBS.2: Tudo isso é o estabelecido pela *LEI No 10.836, de 09 DE JANEIRO DE 2004*.

DÚVIDAS???? CONSULTEM:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_A to2004-2006/2004/Lei/L10.836.htm
Como o zelador tem três filhos em idade escolar, para ele é vantajoso ficar desempregado e ter esses benefícios. Seu 'salário desemprego' irá girar em torno de R$ 1.525,00, quase o dobro do que ganha trabalhando.

Como diria o Boris Casoy (expurgado da TV por se opor ao Lula): 'ISTO É UMA VERGONHA!'. Viver única e exclusivamente de uma politica assistencialista, que não dispõe educação, segurança, infra-estrutura e saúde de qualidade à população (como exemplo poderíamos citar a falta de medicamentos nos postos de saúde de JUAZEIRO DO NORTE-CE, a qual é administrada por um prefeito do PT), é correto???? E sabe quem paga por isso??? 'NÓS', que damos um duro danado e passamos restrições que só nós sabemos! Distribuir a renda,correto, mas isso é ESMOLA em exagero.
Porque você acha que o Nordeste em peso votou no Lula?

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Para começar, ninguém em sã consciência pediria para ser demitido motivado por falsas esperanças; por alguém dizer da possibilidade de conseguir benefícios com programas federais como os citados pela “piada”. Imagine trocar o certo pelo duvidoso tendo uma família para sustentar!

Programas incluídos no Bolsa Família objetivam a transferência de renda e não “esmola” com muitos insistem em classificar. Os programas buscam resgatar uma dívida histórica. Nosso país desde seus primórdios manteve bem claro e evidente a relação dominante/dominado. Já começamos mal por sermos colônia de exploração. Até a Lei Área em 1888, éramos o único país do mundo ocidental a manter na legislação a possibilidade escravista. Sem esquecer a existência dos latifúndios que restringem o acesso a terra cultivável e delimitam as classes abastardas no país há séculos. Tudo isto gerou e gera uma massa de miserável sem possibilidade de acesso a educação, alimentação ou moradia produzindo discrepância entre as classes sociais. É ai que a palavra “esmola” perde seu sentido.

Pense! Suponhamos que as três gerações que antecederam a sua existência pertencessem à classe de miseráveis. Como você poderia dar uma reviravolta e ter acesso à educação e principalmente ter dignidade sem a mãozinha do governo? Pois a ele pertence a responsabilidade de zelar pelo seu povo. O apoio a estes programas vem de todas as partes, basta está atento. O ex-presidente FHC implantou o Bolsa Escola que beneficiou 4 milhões de famílias. O presidente LULA criou o Bolsa Família que hoje beneficia 11,4 milhões de família com valores que variam entre R$ 20 e R$182.

O reflexo da importância dos programas vem através de pesquisas realizadas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, que mostram redução considerável no número de miseráveis no Brasil. Em 1992 35,16% da população brasileira pertenciam a classe de miseráveis, em 2006 o Brasil atinge pela primeira vez desde aquele ano uma taxa inferior a 20%. Foi constatado também que a desigualdade entre as classes diminuiu, “a renda dos 10% mais pobres subiu 57,4% e a dos 10% mais ricos aumentou quase 10 vezes menos, 6,8%”.

O texto a que este responde diz em seu primeiro tópico: “Bolsa escola - R$ 175 para cada filho que freqüente as aulas (suponhamos que sejam apenas dois) = R$ 350,00 (em dinheiro)” MENTIRA! O programa Bolsa Escola, criado em 1995 pelo então governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque, foi implementado em caráter nacional em 2001 no penúltimo ano do segundo mandato de FHC. O benefício de R$15 era direcionado para famílias com renda máxima de R$90 per capita para até 3 filhos que freqüentassem no mínimo 75% das aulas sendo que no total o benefício não ultrapassava R$45. Hoje o programa inclui-se no PBF – Programa Bolsa Família (“O processo de migração gradativa dos beneficiários dos programas remanescentes Auxílio-gás, Bolsa Escola, Cartão Alimentação, Bolsa Alimentação e PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, inscritos no Cadastro Único, encontra-se em fase de finalização.”). O PBF distribui no máximo R$182 para famílias com renda per capita até R$60 e para famílias cujas rendas per capita encontrem-se entre R$60 e R$120 o benéfico chega até R$60(R$20 para cada filho sendo no máximo 3 beneficiados) e não R$175 para cada filho!

Segundo tópico: “Cartão cidadão (cujo intuito é restituir a cidadania) = R$ 350,00 (em Dinheiro)”. Nada a ver... Mais uma MENTIRA! O Cartão Cidadão é fornecido pelo banco CAIXA com o intuito realizar saques dos benefícios, tanto trabalhistas quanto sociais. Não dá R$1 a ninguém, quanto mais R$350. Sabe a que se destina? “Consultar saldo e extrato do FGTS, bem como saldo de quotas do PIS; Efetuar saque da conta vinculada ao FGTS; Receber se tiver direito, benefícios referentes aos programas de transferência de renda, abono salarial, rendimentos do PIS e seguro-desemprego; Consultar saldo e extrato dos recursos do FGTS.”

Mais uma MENTIRA, “Vale gás (um por mês) = R$ 70,00”. Criado por FHC. Fornecia R$15 bimestralmente para 8,4 milhões de brasileiros. Este vale não existe mais desde 31 de dezembro de 2008!

Quarto tópico: “Transporte (calculamos 4 passagens diárias, que é uma boa média) R$8,00/dia x 20 dias = R$ 160,00”. Não tem o que falar aqui. O tópico não afirma nada.

Quinto: “Vale refeição (um por dia) R$ 3,50/dia x 30 dias x 4 pessoas (ele a Esposa e os dois filhos) = R$ 420,00”. Deve ser MENTIRA também... Não encontrei nenhuma citação oficial quanto à existência deste vale.

O texto também diz: “Tudo isso é o estabelecido pela LEI No 10.836, de 09 DE JANEIRO DE 2004”. Estranho! Não encontrei nada disso. Entre e procure... http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_A to2004-2006/2004/Lei/L10.836.htm. Há apenas o que já relatei acima. Delimitações das famílias que podem ser beneficiadas, valores dos benefícios etc. Nada compatível com “Total mensal - R$ 1.350,00” como afirma o indivíduo que escreveu o texto.

Quem escreveu deve está com o nariz crescido. “Isto é uma vergonha!” Confundir programas que visam a ascensão da sociedade com assistencialismo.

Sim... E quem foi que disse que Boris Casoy saiu da TV? Até onde eu ele apresenta o Jornal da Noite na band. Mas eu não recomendo!

Por fim: “Porque você acha que o Nordeste em peso votou no Lula?” Para o primeiro mandato disputado com José Serra, Lula não o venceu apenas em Alagoas. “Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o petista teve 55,39% dos votos contra 44,61% do tucano. Em Minas, o segundo colégio eleitoral, Lula obteve 66,45% e Serra, 33,55%.”. Para a reeleição, Lula ficou na frente em 20 estados. “No primeiro turno, Alckmin obteve dos paulistas 3.835.935 votos à frente de Lula. Alckmin conseguiu a proeza de ter menos votos no segundo turno do que no primeiro.” Lula venceu na maior parte do país.

Hoje Lula tem o apoio da maioria no Sudeste com 57% de aprovação e não são apenas analfabetos, 55% dos brasileiros com curso superior consideravam seu governo ótimo/bom. Entre os mais ricos também; 57% dos que vivem em famílias que ganham R$ 4.150, ou mais, por mês aprovam seu governo. Portanto não apenas o “nordeste em peso” é o Brasil em peso.

No mais, o zelador fictício que pediu demissão, perdeu um ótimo trabalho!

por Daniel Coriolano


Fontes:

  • http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/4/17/mais-1-3-milhao-no-bolsa-familia
  • http://www.cinform.com.br/noticias/1505
  • http://www1.caixa.gov.br/gov/gov_social/estadual/distribuicao_servicos_cidadao/bolsa_familia/saiba_mais.asp
  • http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u416046.shtml
  • http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u45540.shtml
  • http://www.caixa.gov.br/fgts/cartao_cidadao.asp
  • http://www.ar.terra.com/tecnologia/interna/0,,OI1219639-EI6651,00.html
  • http://www.dm.com.br/impresso/7669/esportes/49225,a_popularidade_de_lula


O petróleo é nosso, PSDB!
quarta-feira, maio 20, 2009 | Author:
O bordão “O petróleo é nosso” foi criado pela Campanha do Petróleo, desencadeada pelo Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e por nacionalistas. Daquela campanha, nasceu a estatal petrolífera nacional, a Petrobras, em 1953.

O Brasil, desde aquela época, vem se dividindo entre nacionalistas e defensores do capital estrangeiro. Em 1938, o governo Getúlio Vargas determinou a exploração de uma jazida de petróleo em Lobato, na Bahia, dando origem ao Conselho Nacional do Petróleo. Desde então, as jazidas minerais passaram a ser propriedade do povo, sendo vedada a propriedade privada.

Criar a Petrobrás, no início dos 50, foi uma decisão acertada. Naquela época, o Brasil importava 93% dos derivados de petróleo que consumia. Hoje, somos autossuficientes.

O monopólio estatal do petróleo durou 44 anos. Foi quebrado em 16 de outubro de 1997 justamente pelo governo Fernando Henrique Cardoso e pelo partido que lhe dava sustentação, o PSDB, que agora, diante da maior descoberta petrolífera da história do país, novamente avança sobre o petróleo a fim de entregá-lo ao monopólio estrangeiro.

A CPI da Petrobrás, recém-criada no Senado Federal por iniciativa do PSDB e a mando evidente da eminencia parda da agremiação, o governador José Serra, é o mais novo avanço dos entreguistas de que falava Getúlio Vargas, aos quais o país se opôs e criou a empresa petrolífera.

Como disse recentemente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a descoberta e o início das operações de exploração do pré-sal constitui a “Segunda Independência” do Brasil. Através dessa riqueza imensa que jaz em nosso litoral Sudeste, o Brasil poderá ascender ao Primeiro Mundo talvez em uma década, se conseguirmos manter a riqueza a salvo das garras tucanas.

Não é por outra razão que venho propor a criação da nova campanha em defesa das riquezas minerais brasileiras, sugerindo o bordão “O petróleo é nosso, PSDB!”

E, sem titubear, começo propondo o início dessa campanha num ato público em defesa da Petrobrás a se realizar o quanto antes diante do diretório estadual do PSDB em São Paulo, no bairro de Indianópolis, na avenida que leva o mesmo nome, pois o ataque à Petrobrás vem do mesmo partido que começou a entregar o petróleo brasileiro há 12 anos e que quer voltar ao poder no ano que vem para continuar sua obra nefasta.

Como sempre, dependerei de vocês para saírem pela internet propondo em sites e blogs a medida que anuncio aqui em defesa dos interesses nacionais.

Será um ato ao qual se pretende a adesão de partidos, sindicatos, movimentos sociais e da sociedade civil de forma geral. Diante do previsível bloqueio que a imprensa dará a esta iniciativa, só podemos contar com vocês, leitores, e com a força da internet.

Na semana que vem, novamente iniciarei contatos para difundir o ato público proposto. Desta vez, porém, será no âmbito maior de uma campanha que se espera que se espalhe pelo país.

Caso esta proposta receba as adesões minimamente necessárias dos leitores deste blog, novamente o Movimento dos Sem Mídia assumirá o compromisso de organizar outro ato em defesa da cidadania. E vocês, ao aderirem, comprometer-se-ão a difundir esta proposta onde possam - na internet, nas ruas, entre a familia, entre os amigos, onde cada um puder.

Primeiro em São Paulo, na terra da mente criminosa que está por trás de tudo isso, a mente obscura de José Serra. Depois, pelo país inteiro. A campanha deverá durar enquanto durar a CPI da Petrobrás, com atos públicos espalhando-se pelo país até chegarmos a um ato maior, que sugiro que seja feito em Brasília diante do Congresso Nacional.

Pronto, a sorte foi lançada. A reação, agora, dependerá de cada um de nós, de nosso empenho em difundir e defender os interesses do Brasil. Que Deus nos ilumine e ajude a manter as garras tucanas e reacionárias longe das riquezas nacionais.

por Eduardo Guimarães
Fonte: Cidadania.com

Abuso de poder
terça-feira, abril 21, 2009 | Author:
Na semana anterior um fato político mereceu uma reflexão. Tratou-se da cassação do mandato do governador do Maranhão e seu vice sob a acusação de abuso de poder econômico.

Não tenho nenhuma base fundamentada para analisar o mérito da decisão do TSE. Tenho convicção de que todos os abusos em todas as instâncias políticas devem ser punidos de acordo com a lei, pelos tribunais constituídos, para que o estado de direito esteja plenamente consolidado.

O que me deixou confuso foi a posse de um candidato derrotado nas urnas com mais de cem mil votos de diferença, em substituição ao candidato cassado. O anseio do povo no exercício da democracia política foi ferido. Creio que nova eleição poderia ser realizada, pois o moderno sistema eletrônico de votação brasileiro permite a realização de uma nova eleição sem maiores transtornos.

A decisão tomada pelo TSE para que o governador Jackson Lago (PDT) fosse cassado, acusado de abuso de poder econômico, e a candidata derrotada nas urnas, Roseana Sarney (DEM) tomasse posse, parece uma piada.

O lado jocoso da situação está no fato de um adversário político da família Sarney ter sido acusado de “abuso de poder econômico”. Ora, a oligarquia Sarney é dona, segundo o blog www.locoporti.blog.br, do Jornal O Estado do Maranhão, da TV Mirante, Rádio Mirante AM e FM, 35 emissoras de rádio e 13 retransmissoras da TV Mirante no interior, pra falar somente no poder midiático.

Bom, mas se alguém desejar fazer alguma reclamação deve dirigir-se ao Fórum José Sarney, e procurar a sala da Defensoria Pública chamada Kiola Sarney.

Vale salientar que a presidenta do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, Nelma Sarney, tomou todas as providências legais para que ato posse da nova governadora, na Assembléia Legislativa, ocorresse com segurança.

A população do estado do Maranhão espera que a governadora empossada cumpra os dois anos de mandato que resta, priorizando as áreas mais carentes do estado como saúde e educação, exercendo com competência e ética o seu mandato, sob o olhar atento do Tribunal de Contas do estado que se chama Roseana Murad Sarney.

Por Cory Matos
Brasil, no Fundo. Mas chique!
sexta-feira, abril 10, 2009 | Author:
O Brasil, a partir de agora, é um dos 47 países credores do Fundo Monetário Internacional – FMI, instituição financeira criada em 1944 nos EUA e em vigor desde 1945 cujos objetivos são promover a cooperação monetária internacional, a estabilidade cambial, o crescimento do comércio internacional, a eliminação das restrições cambiais impostas pelos países, a distribuição de recursos a fim de equilibrar as balanças de pagamentos dos membros... ou seja, manter o bom funcionamento do sistema financeiro do globo.

Desde 1982 o país pertencia ao grupo dos devedores e consequentemente, acumulando juros e mais juros que foram pagos em prejuízo aos investimentos em serviços públicos como educação e saúde. Fato que motivou inúmeras manifestações socias “Fora FMI”. Quem não se lembra desta celebre reivindicação bradada pelas mais diversas entidades de classes, partidos políticos e militantes de convicções pessoais. Em uma delas o nosso presidente estava certamente!

Ante as facetas que envolvem a aceitação do convite feito pelo FMI uma se sobressai ao meu senso. Pegar mundos de dinheiro emprestado e ficar devendo até os fundos não pode né? Mas contribuir com US$ 4,5 bilhões para manutenção do sistema em troca de favores monetários e benefícios dos juros que serão gerados em outros países é “chique”?! Hipocrisia fina pensar assim.

E esse negócio de ajudar quem ta precisando também não me parece muito honesto não. Guardando as devidas proporções é como contratar alguém e dizer que está ajudando aquela pessoa que agora ganha um salário etc... quando quem realmente está sendo ajudado é o contratante que lucra mais com o novo funcionário. Do mesmo jeito é lá. Diz-se que está ajudando um país emergente que está em meio às dificuldades impostas pela exaustivamente citada, “crise mundial”, quando na realidade está gerando lucros em forma de juros que a nação emergente terá que pagar a duras penas e longas e decadentes prestações, mas “decadentes” de décadas e não de decrescimento (sei que a palavras não existe, mas gostei do trocadilho).

De certo que o paradigma econômico sofreu mudanças de décadas passadas para hoje, mas ser chique desse jeito não é certo não eim!

por Daniel Coriolano

O Escândalo da "Ditabranda"
quinta-feira, abril 02, 2009 | Author:
Abertura da tão esperada repercussão na grande mídia sobre o caso da "Ditabranda"!

O ESCÂNDALO DA "DITABRANDA"
TV RECORD



Acompanharemos a série de reportagens motivada pelo editorial do jornal Folha de São Paulo que classificou o período da ditadura militar no Brasil de "ditabranda". A TV Record discutirá o assunto através de uma série de reportagens que a medida do possível postaremos em nosso blog. É verdade que há jogo de interesses na briga entre a Rcord e o Grupo Folha, fato que motiva um maior senso crítico ao análisar a série. Mesmo assim considero um grande passo a discussão do assunto em vitude de sua relevância.

por Daniel Coriolano

O "messias" do século XXI
sábado, março 28, 2009 | Author:
Os norte-americanos e algumas nações mundiais iniciaram o ano de 2009 acreditando na chegada de um novo messias. Compreenda o fenômeno político Obama.

O passado histórico nos faz lembrar que a humanidade sempre passou por graves momentos de crises econômicas, políticas e sociais. As respostas dadas a estas dificuldades, variaram no tempo e no espaço, adequando-se à realidade cultural de cada povo.

Na atualidade, estamos vivendo mais um desses momentos, típico de início de século, onde os homens, sob a ameaça de um futuro catastrófico, rendem-se ao acaso político e esperam a vinda do “grande salvador”.

Os norte-americanos e algumas nações mundiais, iniciaram o ano de 2009 acreditando que ele chegou. Um homem que, com seu carisma e devoção pela pátria, conseguirá guiá-los em direção ao progresso e liberdade, afastando do planeta todo e qualquer perigo em potencial, uma espécie de messias do século XXI, Barack Hussein Obama.

O seu sobrenome lembra os dois maiores inimigos dos Estados Unidos da América (Saddam Hussein e Osama Bin Laden, que ironia, não?), mas isso não o impediu de tornar-se o 44º presidente da mais poderosa nação do planeta. De origens africanas, não segue o estereótipo dos anteriores heróis americanos, mas talvez seja essa uma das razões do seu sucesso. Dentro dessa realidade, são pertinentes alguns questionamentos: como compreender esse “fenômeno político” denominado por alguns de Obamismo? Ele conseguirá corresponder às expectativas, ou se tornará a decepção do século?

Claro que a razão não pode dar respostas precisas a estas indagações, mas isto não nos impede de buscar entender a realidade que estamos vivendo. Comecemos analisando a crise econômica atual vivenciada inicialmente pelos EUA, mas que já atinge todo o globo. É uma crise que traz na memória o ano de 1929, um ano desesperador para qualquer cidadão norte-americano, que vivia nessa época o maior desastre econômico da idade contemporânea. Só para lembrar, 4 mil bancos faliram e 14 milhões de pessoas perderam seus empregos somente naquele país. Todos temem a repetição deste acontecimento, e o medo que se alastra, os tornam vulneráveis aos diversos interesses políticos em jogo.

Somado a isso podemos dizer que o péssimo desempenho do ex-presidente George W. Bush, já considerado o pior que o país escolheu, trouxe insegurança e desespero, criando uma órbita de enfraquecimento nacional diante das demais potências. Fatos como a guerra do Iraque, onde não se consegue vencer ou o maior crescimento econômico de outros países como a China, atestam essa realidade. Vivendo tudo isso, era como se o país estivesse órfão de presidente, carente de heróis, em busca de alguém que resgatasse os grandes feitos do passado e desse continuidade ao destino manifesto da nação.

São nesses momentos de medo, angústia, decepção e vulnerabilidade que o discurso da mudança encontra terreno fértil, que as transformações são bem vindas. Assim, no presente momento, nada de republicanos conservadores, seria preciso guiar-se pela visão futurista dos democratas, nada de heróis estereotipados, era preciso mudar o perfil do novo líder.

Somente assim podemos entender como um negro tornou-se o “homem mais poderoso do mundo”, e mais que isso, tornou-se o depositário de uma confiança internacional inédita, salvador da pátria, esperanças das nações pobres, o “messias do século XXI”.

por Thiago Magno

Fernando Rodrigues: "anatomia de uma operação abafa"
quarta-feira, março 25, 2009 | Author:


Em vídeo animado, o colunista do UOL fala sobre a novela em que se transformou o caso do deputado do castelo; o parlamentar mineiro Edmar Moreira (sem partido) é acusado de usar R$ 140 mil de sua verba indenizatória para pagar serviços de segurança a empresas de sua propriedade.


Fonte: UOL Notícias

Nós vencemos
quarta-feira, março 25, 2009 | Author:
Foi uma pequena vitória, mas não deixa de ser uma vitória. A TV Câmara devolveu o link do programa Comitê de Imprensa, com os jornalistas Jailton de Carvalho e Leandro Fortes.

Estou certo de que isso aconteceu por causa da mobilização de internautas. É só olhar o vídeo que subi no You Tube com a entrevista: a primeira parte já foi assistida por mais de 8 mil pessoas!

Vários de vocês escreveram para deputados e senadores protestando. Viu só, como dá resultado?

Aproveitando o embalo vocês também podem pedir:

-- Que eles não usem dinheiro público para promover a defesa de interesses privados, no processo desmoralizando autoridades e instituições públicas como a Polícia Federal e a ABIN.

-- Que eles deixem de nos assaltar diariamente, com as tais "diretorias" e outras safadezas bancadas com dinheiro do contribuinte.

-- Que se apure quem foi que promoveu censura à informação em nome do interesse privado do presidente do STF, Gilmar Mendes, que deveria ser o primeiro a zelar pela Constituição. Se comprovado o envolvimento de Gilmar na censura, o episódio não poderia servir de base para que se peça o impeachment dele como juiz do STF? E que se peça o impeachment, também, de quem aceitou fazer o servicinho sujo. Estou certo de que nós não vamos perder nada.

Vocês notaram como a mídia corporativa se calou completamente sobre o episódio? Depois dizem que defendem a liberdade de imprensa e de expressão...


FONTE: vi o mundo
postado por Sandro Leonel
Quem é verdadeiramente o Sr. Gilmar Mendes
sexta-feira, março 20, 2009 | Author:

Jornalista da revista Carta Capital denuncia que programa da TV Câmara que tratava das supostas revelações contidas no computador apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha, foi retirado da página da TV a pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Leandro Fortes escreveu carta dirigida a jornalistas brasileiros relatando o caso e protestando contra a censura.O jornalista Leandro Fortes, da revista Carta Capital, escreveu uma carta aberta aos jornalistas brasileiros denunciando a prática de censura por parte do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Segue a íntegra da carta e um dos trechos do programa, disponível no Youtube:

"No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado Comitê de Imprensa, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha.Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do Comitê de Imprensa, sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa.

Nesta carta, contudo, falo somente por mim.Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalistas, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico – de áudio nunca revelado – envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista Carta Capital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto. Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro. O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera.

Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação. Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes. Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites. Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: “Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta”. Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes? Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos?

Apelo, portanto, que as entidades de classe dos jornalistas, em todo o país, tomem uma posição clara sobre essa situação e, como primeiro movimento, cobrem da Câmara dos Deputados e da TV Câmara uma satisfação sobre esse inusitado ato de censura que fere os direitos de expressão de jornalistas e, tão grave quanto, de acesso a informação pública, por parte dos cidadãos. As eventuais disputas editoriais, acirradas aqui e ali, entre os veículos de comunicação brasileiros não pode servir de obstáculo para a exposição pública de nossa indignação conjunta contra essa atitude execrável levada a cabo dentro do Congresso Nacional, com a aquiescência do presidente da Câmara dos Deputados e da diretoria da TV Câmara que, acredito, seja formada por jornalistas.

Sem mais, faço valer aqui minha posição de total defesa do direito de informar e ser informado sem a ingerência de forças do obscurantismo político brasileiro, apoiadas por quem deveria, por dever de ofício, nos defender.

Leandro Fortes Jornalista Brasília, 19 de março de 2009







Foram enviadas cópias desta carta para Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj); Maurício Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); e Romário Schettino, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF)

Devemos ficar mais atentos com a forma que este Ministro do Supremo atua. “Só falta agora ele querer calar a sociedade brasileira com seu pedantismo.”


por Sandro Leonel


Ato Público
terça-feira, março 10, 2009 | Author:
O Jornal Folha de São Paulo publicou em 17 de fevereiro o editorial “Limites a Chávez”, emitindo críticas a realização do plebiscito venezuelano que concedeu ao presidente Hugo Chávez, a possibilidade de concorrer a reeleições de forma ilimitada. Emitir opiniões, fazer críticas faz parte da democracia e o texto não traria nenhuma surpresa, apenas coerência com a sua linha midiática.

O editorial, no entanto, não se limitou a fazer as críticas citadas, criou um neologismo “ditabranda”, inoportuno, extremamente imoral, para rotular como teria sido a ditadura brasileira que assolou o país no período 1964 -1985. Insinuando que a ditadura militar neste país teria sido amena em comparação com o que ocorreu em outros países.

Em repúdio ao termo utilizado, numa tentativa maléfica de revisão histórica, ocorreram várias manifestações em textos que circularam na internet em blogs e alguns e-mails enviados ao Painel do Leitor do próprio jornal. Protestaram contra o neologismo intelectuais brasileiros como a professora Maria Victória Benevides e o professor Fábio Konder Comparato, que o jornal tratou de insultá-los de cínicos e mentirosos.

Diante dos fatos, o Movimento dos Sem Mídia, convocou uma manifestação de repúdio ao Jornal Folha de São Paulo, que foi realizada no último sábado (07/03), mobilizando mais de trezentos manifestantes em frente à sede do jornal, em São Paulo, onde os presentes assinaram um manifesto de repudio a ameaça de revisão histórica perpetrada por essa mídia a serviço de uma elite que apoiou e contribuiu com a ditadura naqueles anos de chumbo.

A Organização Não Governamental Movimento dos Sem Mídia salientou o apoio recebido por familiares de vítimas da ditadura, que estiveram presentes, ao ato bem como várias organizações de diversas classes e movimentos como Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Metroviários, Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, CUT, TV Brasil, Une, Revista Caros Amigos, Revista Fórum, União da Mulher de SP, Ministério da Justiça - Comissão de Anistia entre outros apoios.

A grande mídia, evidentemente, ignorou o movimento, mas, felizmente, a informação tem outros meios de difusão e esse ato público democrático mostra que as pessoas de bem nunca estarão inertes ante os ataques da elite conservadora, lembrando então Martin Luther King que alertava: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”.

Cory Matos
Crato 09 de março 2009