Calem a boca, nordestinos!
quinta-feira, novembro 11, 2010 | Author:




Por José Barbosa Junior


A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…

Ah! Nordestinos…

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!

Fonte: http://www.crerepensar.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=204&Itemid=26

MedCINE - Up Altas Aventuras
terça-feira, outubro 19, 2010 | Author:


Após a exibição do filme,
debate com os professores:


D a v i d N e g r ã o
|cirurgião pediátrico|

&

G e n i B a l a b a n
|pediatra|

“Jamais um desenho animado teve a ousadia de abordar temas tão profundos - as perdas, o envelhecer, a morte, o amor eterno - estão todos lá! Se você acha que desenho animado é coisa de criança, você pode até dizer para os amigos que está estudando Pediatria...
Mas vá! Não deixe de ir!
Você irá descobrir que todas as perguntas realmente importantes são feitas entre os 3 e 4 anos - e então nos seguem por toda a nossa vida...“

Profa. Dra. Geni Balaban
II CONCURSO MEDICINA & ARTE
quinta-feira, setembro 30, 2010 | Author:

Antes de Partir no MedCINE
terça-feira, agosto 31, 2010 | Author:
2 de setembro de 2010
No auditório da FMJ

às 18h
MedCINE - Band Of Brothers
terça-feira, agosto 24, 2010 | Author:
MedCINE
26 de agosto às 18h
Inscrições: 1kg de Alimento

com...
Dr. Sérgio Araújo
CIRURGIÃO

Dr. Marcial Moreira
PSIQUIATRA

Medicina & Arte é um projeto de extensão universitária promovido por alunos da Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte – FMJ cujos interesses adentram no campo da arte, resgatando e evidenciando valores, aptidões e idéias do meio acadêmico através, sobretudo, do cinema, com espaço para literatura, música e fotografia.

O MedCINE...
Exibição de filme com posterior discussão sobre as questões levantadas. Contará com a opinião de pessoas com relevante conhecimento na área, geralmente docentes da FMJ e outras Instituições.


Geraldo Junior - Mais Tarde, Mais Forte.avi
quarta-feira, junho 30, 2010 | Author:
"Religiões, mitos e crenças"
terça-feira, junho 01, 2010 | Author:
"Religiões, mitos e crenças"

por Daniel Coriolano
http://twitter.com/danielcoriolano

Igreja em Salvador/Brasil por DaNieL CoRioLaNo.
Igreja em Salvador/Brasil

Coração/Heart in Barbalha por DaNieL CoRioLaNo.
Coração - Barbalha/CE


A chama/The flame por DaNieL CoRioLaNo.
A chama

Raios da Cruz por DaNieL CoRioLaNo.
Rais da cruz

Horto (800x600) por DaNieL CoRioLaNo.
Estive em Juazeiro do Norte e lembrei de você


Reizado em movimento


Resurrecturus in Christo

Altar do Santo por DaNieL CoRioLaNo.
Altar do Santo

Rosário - Felícia - BA por DaNieL CoRioLaNo.
Oferenda
(Peça de teatro "Rosário")

Originalmente publicado no Zoom Cariri
Pérolas
domingo, maio 09, 2010 | Author:
O SERRA...



O LULA...


Isto é o que acontence com quem fala o que não conhece!
Dr. Raiz no SOM NA RURAL COMPACTO 07-08
domingo, maio 02, 2010 | Author:
Comentário sobre o trabalho de Geraldo Junior
segunda-feira, abril 26, 2010 | Author:

Música: Geraldo Junior

April 23rd, 2010
 
Sexta-feira é dia de relaxar, deitar numa boa rede e uma boa música escutar.

A partir de hoje, a sexta-feira será o dia de trazer  aqui para o blog o que estamos escutando em nossa agência. Compartilharemos com vocês colegas, clientes e parceiros, um pouco do som que rola por aqui e nos trás a inspiração de cada dia.
Geraldo Junior
Geraldo Junior - Foto: Junior Panela

Começaremos com o CD – Calendário – O Tempo e o Vento, do músico Cearense Geraldo Junior, que, no momento, é o som mais “ouçado” na agência.
E para aqueles que gostam da boa música e do verdadeiro forró, aproveitem para saber um pouco mais sobre a história do Geraldo, assistir vídeos, ver fotos e até mesmo fazer o download do cd, através do seu site www.geraldojunior.com.br
Aproveitamos para parabenizar este cabra da peste que representa a nossa região à altura e desejarmos todo sucesso do mundo.

Vejam a matéria original no blog Leriado:

http://vf2.com.br/leriado/2010/04/musica-geraldo-junior/
Punição Severa
quarta-feira, março 10, 2010 | Author:
O Conselho Nacional de Justiça é a instância máxima administrativa do magistrado brasileiro. Foi constituído no ano de 2005 tendo como uma das atribuições, analisar e punir a conduta ética e moral dos juízes. E posso dizer que o Conselho é extremamente rígido na defesa desses valores, aplicando penalidades tão severas, que nem as ditaduras ou "ditabrandas" - como quis a Folha de S. Paulo - mais vis da América Latina ousou aplicar. O magistrado que infringir a lei e for submetido ao crivo do Conselho Nacional de Justiça, certamente viverá dias de apreensão no temor de vir a ser condenado, não obstante restar-lhe ainda uma ínfima esperança de um recurso ao Supremo Tribunal Federal. Quiçá, um dia, essa instância máxima administrativa do magistrado brasileiro, possa rever suas decisões e abrandar tão severas penalidades, buscando sempre oferecer ampla defesa e julgamento que ofereça penas mais leves para esses magistrados, em sua maioria, sempre defensores da propriedade, da família e da justiça social. Não consigo compreender que em pleno século XXI ainda possamos estar convivendo com instância administrativa, que mais parece os tribunais autoritários oferecidos a prisioneiros de guerras em tempos remotos, pois, pasmem, o juiz que for condenado à pena máxima pelo CNJ, sofrerá a punição humilhante de receber "aposentadoria compulsória", com salário que pode chegar a R$ 24 mil. Meu Deus, em que mundo estamos?! Esta á a pena máxima, mas, se o delito não for tão grave, a sentença também não será nada amena, pois o magistrado pode chegar até a receber uma "censura", que absurdo! Oxalá que os nossos legisladores revejam as leis rígidas que insistem a perdurar nesse país, nos fazendo pensar que estamos apenas poucos passos distantes da barbárie.

Por Cory Matos
Um pedacinho do Nordeste na Lapa
quinta-feira, fevereiro 25, 2010 | Author:


Todo domingo, a festa Terreirada Cearense leva coco, reisado e forró ao território do samba.
Carnaval chegou mais uma vez, e, por mais empolgado que eu esteja para brincar no maior número de blocos possível, engana-se quem acha que a minha dica de hoje está ligada ao samba.
Apesar de adorar a folia de rua da cidade, gosto de reservar pelo menos um dia do carnaval para fazer algo novo e diferente, e este ano a pedida é, sem dúvida, a Terreirada Cearense.


A festa acontece há um ano na Lapa e nasceu de um grupo de artistas e músicos cearenses
radicados no Rio que queriam, além de reunir amigos, celebrar as suas raízes nordestinas por meio da música. Focada no grupo Geraldo Júnior e Forró de Raiz - que toca um repertório autoral recheado de coco, reisado, cabaçal e, obviamente, forró - , a Terreirada tem um clima animado e romântico de show de quermesse nordestina, que nunca vi por aqui. E me arrisco até a dizer que talvez nem na Feira de São Cristóvão se escute numa só noite a quantidade de ritmos nordestinos diferentes contemplada nessa festa.


De acordo com o próprio Geraldo Júnior, além de resgatar as raízes nordestinas, a Terreirada é também um ato político, que visa a levar à Lapa música brasileira alternativa, diferente da que o bairro está acostumado a ouvir - leia-se principalmente samba.

Tiro mais do que certeiro, pois a Terreirada certamente trouxe um sopro de originalidade às noites do bairro.


Com edições todos os domingos, às 21h, a Terreirada já passou por várias casas da Lapa e seu palco atual é o Centro de Teatro do Oprimido. Neste domingo de carnaval, a festa conta ainda com convidados especiais. Então, abandonem as marchinhas por uma noite e viajem para o Ceará com a Terreirada.

Garanto que, como eu, vocês vão se tornar fregueses.



Terreirada Cearense:
Centro de Teatro do Oprimido. Av. Mem de Sá 31, Lapa - 2232-5826. Dom, às 20h.
Mulheres sete reais e homens dez reais.



João Sette Camara

joaosettecamara@gmail.com.
Igreja Católica pede até dente de ouro de defunto
segunda-feira, fevereiro 22, 2010 | Author:

Igreja Católica pede até dente de ouro de defunto - Por: Samuel P. Teles



Depois ainda criticam as Igrejas Evangélicas. Com qual autoridade? Essa Campanha da Fraternidade 2010 é uma piada! Lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”


FONTE: http://blogdocrato.blogspot.com/2010/02/vejam-isso-igreja-catolica-pede-ate.html
É tempo de delicadeza
quinta-feira, fevereiro 18, 2010 | Author:
Na verdade espero que uma hora dessas anoiteça
Para que eu consagre a ti meu olhar de têmpera
No momento certo em que serei um espelho
Refletindo desejos em tua luz efêmera

Nas mãos trouxe um punhado de terra
Onde pisaram meus antepassados
No peito o sopro e cheiro dos meus pés de serra
Pra falar na língua dos encantados

Fundirei minha voz de tempestade
Na sagrada canção das seis horas
Da borra que sobrar da união de nossas realidades
Untarei teu peito, para reforjar os símbolos de outrora

Fique tranqüila, menina, é certeza
Teu carinho me invade
Não tema essa saudade
O amor é nossa fortaleza
Feche os olhos e adormeça
Não mais existe no mundo, a maldade
Vivamos a sutileza da felicidade
É tempo de delicadeza
domingo, janeiro 17, 2010 | Author:
Canto de viver e sonhar

Por: Cláudia Sampaio

Vou fazer uma jangada
E pelo ar eu vou
Desbravar os sete ares
Pra encontrar o meu amor

(Ridimúin – Jangada aérea)


Calendário (O tempo e o vento), primeiro trabalho solo do cantor e compositor Geraldo Júnior, é uma celebração ao movimento da vida e seus ciclos de nascimentos e mortes. Nesse Calendário, que tem por combustível o amor e a saudade, o tempo circula desobediente de convenções; é feito de memória, lendas da terra natal, do mistério, do mar, do vento, das chuvas e das paixões.

As letras falam de temas poéticos por excelência: tempo, amor e saudade. As composições brilham pelo cuidado na combinação de palavras, viola, violão, acordeom, rabeca, baixo, pandeiro, triângulo, zabumba, flauta e percussão; e trazem a energia vibrante da voz de Geraldo Júnior.

Nascido em Juazeiro do Norte (CE), o jovem cantor é célebre em sua região, onde foi vocalista da banda Dr. Raiz, quando era então conhecido como Júnior Boca. Apontado como destaque na nova geração de artistas do Cariri – lugar que vem se destacando no cenário cultural brasileiro –, Geraldo mantém os laços com a riqueza cultural que traz do berço, com a gana de quem quer ganhar o mundo e o encanto de quem tem o ofício por missão.

Um dos hits é “Chuva de Janeiro”, que ele fez em parceria com Beto Lemos, com fãs declarados na comunidade que Geraldo tem no Orkut. Há farto material do artista na internet, vídeos no Youtube, reportagens de jornal, um blog de poemas e o CD está disponível para download, mas é daqueles com capa tão bela e bem cuidada que vale a pena ter o original.

Assim, ouvir o Calendário é sentir essa pulsão de vida, o sentimento do mundo como escreveu Drummond – amor e fogo.

É daquelas canções que dão fome de viver e de sonhar.

Para ouvir e saber mais: http://www.myspace.com/geraldojuniorcariri

Publicado em 24/11/2009 no site "Educação Pública":
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/cultura/prosaepoesia/0244.html
Terreirada Cearense
sexta-feira, janeiro 08, 2010 | Author:


Queridos Terreirantes!

Dia 10 de Janeiro a Terreirada Cearense está de volta! E segue todos os domingos!

Forró de Raiz com a formação completa (Ranier, Beto, Geraldo, Marcelo, Filipe, Francisco e Cláudio),
Além de discotecagem de música brasileira e muitos convidados especiais!

CTO – Centro de Teatro do Oprimido
Rua Mem de Sá, 31 – Lapa (Próximo aos Arcos)
A partir das 20h!

BAIXEM AS MÚSICAS NO www.geraldojunior.palcomp3.com.br
Mulheres vulgares
quinta-feira, janeiro 07, 2010 | Author:
Cheguei agora porque estava vendo as fotos da Mari Alexandre no programa da Luciana Gimenez.

Pasmou? Todo mundo assiste, nem que seja por alguns momentos. Casseta & Planeta havia acabado e... nem vou explicar.

Ela tem os peitos muito feios (não vou chamar de seios porque não os conheço), e ela é loira.

Nada contra as loiras, só que eu não gosto de loiras, principalmente as artificiais (gosto da Cameron Diaz, mas ela deveria ser ruiva). Gosto de mulheres magrinhas, branquinhas e pequenas do cabelo preto ou vermelho.

Mas não é sobre isso que vou falar apenas. Quero falar do que a mídia nos faz engolir, esse padrão de beleza artificial que hoje pode ser comprado em qualquer esquina, essa vida escrava da malhação, essa falsidade toda.

Já comprei um monte de revista dessas mulheres vulgares, esses objetos sexuais baratos. Já bati muitas punhetas para elas, claro. Mas, acho que prefiro as revistas mesmo.

Às vezes fico pensando, e isso é algo que todo homem pensa, mesmo os mais burros (que não são poucos) contam aquela famosa piada que Deus pergunta se a mulher quer nascer bonita ou inteligente. Mas beleza é como religião, é algo totalmente individual.

Comprei sim as duas playboys da Tiazinha e uma da Débora Seco –a qual detesto como pessoa - foram muitas calorias perdidas e muita proteína jogada fora, mas foi legal, as fotos estão ótimas, ela é muito bonita, até para o meu padrão. Mas, eu não tenho a menor vontade de conhecê-la. Claro que ela é um objeto do meu desejo sexual sim, mas, conhecer, conversar... conversar o que??? O que raios eu iria conversar com essas criaturas?

No Livro de Milan Kundera – A Insustentável Leveza do Ser – o médico galinhão diz algo que guardo até hoje: “Os homens querem comer todas as mulheres do mundo, mas dormir, só com uma”. Isso realmente é uma verdade, talvez a gente queira dormir com umas 3, no máximo, mas a gente come cada porcaria, tem cada indigestão, e, mesmo assim, repete o erro, talvez faça parte do eterno aprendizado.

Isso explica a besteira que o Mick Jagger fez (hehhehe).

Mas o pior, é que isso de ser vulgar, metida a gostosa e tal está virando lei. Todas as mulheres querem ser loiras, saradas e tal... mas, e a cultura? Por isso esses casamentos não duram. Existe também aquela outra piada machista do cara que ficou numa ilha deserta com aquele mulherão famoso, daí ele comia ela todo dia, mas um dia pediu pra ela se vestir de homem pra poder contar pro amigo quem ele estava comendo.

Boa parte dos homens não gosta de ouvir isso, mas talvez seja por inveja mesmo. Cacá Rosett (feio pra caramba) desfila com mulheres lindíssimas (hoje está casado com a Cida Marques – aquela dos peitões) costuma dizer que o homem fica com essas mulheres boazudas somente para se mostrar melhor para os outros homens, e mulheres também, porque geralmente as amigas dela atacam também, afinal as mulheres não têm amigas, só concorrentes. De certo modo ele está certo, todos nós temos um puta tesão de comer aquela mulher que todo mundo dá em cima, mas assim que a gente consegue perde a graça.

A gente só consegue amar de verdade aquilo que nos pertence desde o começo dos tempos, e isso nós sabemos no primeiro olhar, no toque, na voz, no cheiro, a gente só ama realmente aquela coisinha maravilhosa que está reservada para nós e não para todos os homens. Eu só acredito em amor à primeira vista.

PS. Todas essas mulheres citadas, com certeza, não mais serão lembradas por ninguém daqui a uns dois anos. Tenho um monte de revista antiga e fico as vezes me perguntando onde aquelas lá estarão, será que ainda são vivas?

por Michel Macêdo

Esperança
domingo, janeiro 03, 2010 | Author:
O bicho morde o peito, injeta esse veneno inebriante que não mata, ao contrário, desperta uma motivação para busca de novos rumos, novos caminhos, novos horizontes. Desperta um "Cristovão Colombo" em busca de terras virgens a dormitar no interior de cada um. O bicho vem não se sabe de onde - um caramujo que foge da concha e seu corpo despido assusta e encanta - domina o habitat, deixa a brisa conduzir o seu estranho odor que impregna o ar, transmuta-se e, alado, ganha o espaço e vai em busca das gentes, morde, espalha sua peçonha e, num passo de mágica, mata - quase sempre - a tristeza, destrói ou tolda por algum tempo a iniquidade, a perfídia, a falta de solidariedade, o desamor... Que sazonalidade criou condições para o sugimento dessa espécie a dominar todos do planeta nesse instante extraordinário?, pouco importa, importa sim o que fazer, cada vítima do estranho alienígena, para não deixar desvanecer essa substância injetada sem que frutos fecundos estejam espalhados pelo mundo afora...

Cory Matos

'Esperança, essa coisa emplumada'

Esperança, essa coisa emplumada
Que pousa na alma
E canta, sem as palavras, a toada,
E nunca se acalma,

Dulcíssima é ouvida na tormenta;
E severa a tempestade se torna,
A que o pequeno pássaro arrebenta,
A que a muitos torna a vida morna.

Ouvi-a na maré menos amena,
Na terra que menos agasalha;
E, mesmo sem sua força plena,
Ela me pediu uma migalha.

Emily Dickinson

Por Cory Matos
O Sonho, de Picasso
sábado, janeiro 02, 2010 | Author:

Milionário rasga acidentalmente O Sonho, de Picasso


Steve Wynn tinha acabado de vender o quadro ao colecionador
de arte Steven Cohen por US$ 139 milhões,
o preço mais alto pago na história por uma obra

O Sonho, de Picasso

O magnata de Las Vegas Steve Wynn terá de desistir da venda do quadro de Picasso O Sonho, pois rasgou a tela com uma cotovelada quando a exibia para alguns amigos, informou nesta quarta-feira a imprensa norte-americana.

Wynn acabara de vendê-lo ao colecionador de arte Steven Cohen por US$ 139 milhões, o preço mais alto pago na história por uma obra de arte. Quando já tinha fechado o negócio, quis mostrar o quadro a uns amigos antes de entregá-lo a seu novo dono.

Em um dado momento o multimilionário levantou o braço para mostrar-lhes um detalhe e, ao descê-lo, deu uma cotovelada na tela que fez um buraco do tamanho de uma moeda, segundo o relato de Nora Ephron, testemunha do fato. "Seu cotovelo bateu contra o quadro", que ficou com "um buraco negro do tamanho de uma moeda de um dólar", assegurou Ephron.

Aparentemente, Wynn sofre de uma doença ocular que afeta a visão periférica. Sua reação foi tranqüila porque, segundo a testemunha, se limitou a dizer: "olha só o que fiz. Graças a Deus que fui eu".

O escritório do magnata, proprietário de vários cassinos famosos de Las Vegas, confirmou a história de Ephron.

Wynn tinha comprado O Sonho (1932), no qual Picasso retratou sua então amante Marie-Thérèse Walter, por US$ 48,4 milhões em 1997.

São todos Bóris Casoys
sábado, janeiro 02, 2010 | Author:

Na noite de sexta-feira, o âncora de um telejornal da TV Bandeirantes, Bóris Casoy, teve que apresentar pedido de desculpas por comentário ofensivo que fez a dois varredores de rua (garis) durante a apresentação de reportagem da emissora da família Saad em que estes trabalhadores desejavam boas festas ao público.

O jornalista teve que pedir desculpas aos telespectadores e aos garis porque não se deu conta de que o áudio estava ligado durante o intervalo comercial, enquanto ele fazia um comentário absurdo sobre os garis, ridicularizando a profissão deles e desdenhando de seus votos de bom Ano Novo.

Conheci Bóris Casoy pessoalmente faz cerca de nove anos. Foi num evento promovido pela Folha de São Paulo em comemoração aos 80 anos do jornal. O então ombudsman da Folha, Bernardo Ajzemberg, foi quem me convidou. Eu era um dos leitores mais publicados na seção de cartas daquele veículo.

Até então, jamais tinha visto um político na frente, apesar de todos os dias escrever artigos sobre política tanto quanto hoje, os quais enviava para listas de e-mails e para sites como o Observatório da Imprensa. Assim sendo, naquele evento me senti como uma criança na Disneylândia.

Estacionei na garagem da Sala São Paulo, elegante complexo de convenções que fica no centro velho da capital paulista, próximo à Estação da Luz (uma estação ferroviária), paradoxalmente localizado numa região da cidade conhecida como “Cracolândia” por abrigar toxicômanos, população de rua, prostitutas e travestis.

No elevador que de fato me elevava do subsolo até o primeiro piso, onde acontecia o evento, encontrei com José Sarney e com Claudio “elite branca” Lembo. Dali em diante, digo que estavam TODOS os políticos por lá, inclusive do PT.

Lembro-me bem de como Eliane Cantanhêde, que trocou algumas palavras comigo, paparicou a então prefeita Marta Suplicy quando ela apareceu. E de como Clóvis Rossi fez trocadilho com as iniciais que eu usava ao assinar textos rápidos, EG. Rossi fez trocadilho com EJ, de Eduardo Jorge, ex-secretário de FHC então metido num escândalo rumoroso.

No mais, apesar de se mostrarem condescendentes com seus fãs – e eu, de alguma forma, era um deles, pois acabara de trocar o Estadão pela Folha atraído pela então maior pluralidade deste jornal –, aqueles colunistas e apresentadores de tevê ou rádio que ali estavam, bem como os políticos, portavam-se todos como verdadeiros demiurgos em meio à ralé mortal.

Devido ao ar de superioridade condescendente daquela fauna política e jornalística que, na melhor das hipóteses, tentava sorrir com uma amabilidade absolutamente enfadada para os convidados, decidi aproveitar para saber mais sobre ela, puxando conversa com aqueles que me interessavam mais.

Falei com José Genoino, com Ciro Gomes e com Marta Suplicy... Ah, e com o Paulinho da Força Sindical. Além dos políticos, falei com Clóvis Rossi, Eliane Cantanhêde, Fernando Rodrigues e outros jornalistas, incluindo um que se portou como um verdadeiro animal comigo, o tal de Bóris Casoy.

Aproximei-me dele enquanto conversava com um grupo. Fiquei de lado esperando uma brecha para cumprimentá-lo e talvez perguntar alguma coisa, pois pretendia escrever um “post” sobre aquela experiência. Travou-se, então, o seguinte diálogo:

-- Boa tarde. Gostaria de cumprimentá-lo, sou espectador de seu telejornal.

-- Você é uma pessoa de muita sorte, então.

Com essa resposta, Casoy me deu as costas e continuou conversando com seu grupo.

A verdade, meus caros, é que esses colunistas, âncoras de telejornal, apresentadores de programas jornalísticos, a fauna midiática, enfim, acredita-se superior ao “resto” da sociedade. São todos iguais, com poucas exceções. Eles se sentem mesmo superiores e não é só em relação a garis. Pessoas comuns como nós são vistas por eles como algo que tiraram dos ouvidos ou do nariz.

Agora, vocês imaginem uma emissora de televisão aberta, uma concessão pública, ter um sujeito como Bóris Casoy – que, para mim, é um sociopata – dando suas opiniões vulgares, arrogantes, facciosas como se fossem as pérolas definitivas do pensamento humano, todos os dias, em horário nobre. É uma ameaça à sociedade dar esse espaço tão importante a gente com esse caráter.

E alguém acha que Willian Bonner é diferente? Este, por sua vez, chamou seus telespectadores de Homer Simpson, numa alusão a uma suposta baixa capacidade intelectual deles. Despreza seu público de forma acintosa e a impressão que se tem é a de que se gaba de que este não nota.

Mas o interessante é que quando Casoy me destratou naquele evento da Folha, fiquei pensando comigo, depois ao chegar em casa, que uma pessoa pública com aquela postura arrogante, animalesca, algum dia seria desmascarada. Acredite quem quiser: eu pensei isso de verdade.

Porque é muito simples, pessoal: o sujeito pode enganar algumas pessoas por muito tempo ou muitas pessoas por algum tempo, e, inovando no dito popular, pode enganar muitas pessoas por um bom tempo, mas é certo que não poderá enganar a todos para sempre. Sobretudo hoje em dia, com a internet.

por Eduardo Guimarães
em http://edu.guim.blog.uol.com.br

Complementando...

Música clássica ao alcance de todos
sábado, janeiro 02, 2010 | Author:

Um Caminhão Teatro e um pianista que levam a música clássica para todo o país com apresentações gratuitas em praças públicas. Este é o projeto “Um Piano pela Estrada”, criado em 2002 pelo mais famoso pianista brasileiro, Arthur Moreira Lima, e que conta com patrocínio da Petrobras desde 2007. A iniciativa tem o objetivo de promover a inclusão social e musical, apresentando concertos nacionais e internacionais a uma população que dificilmente teria acesso a esse tipo de espetáculo.

No Caminhão Teatro, um Scania que se transforma em palco em apenas uma hora, o pianista interpreta obras de Bach, Mozart, Beethoven, Chopin, Pixinguinha, Villa-lobos, Ernesto Nazare, Luiz Gonzaga, Astor Piazzolla, entre outros compositores da musica clássica e popular. Acostumado a tocar nas principais salas de concertos do mundo, Moreira Lima se apresenta no palco do caminhão com 45 metros quadrados de área de cena, de onde interage com a platéia, falando sobre os autores, suas inspirações e obras.

O projeto já percorreu mais de 100 mil quilômetros e passou por quase todos os estados brasileiros. As apresentações já foram assistidas por mais de meio milhão de pessoas. Todo o aparato de transporte e montagem do espetáculo é gerenciado por uma equipe de profissionais, que inclui, além do pianista, produtor, engenheiro de som e luz, operador de telão, técnico em afinação e regulagem dos pianos, além de quatro motoristas.


FONTE: Blogpetrobras em http://migre.me/fq1O

Twitter: http://twitter.com/danielcoriolano